Rússia Planeja Poderes Amplos para Proibir ou Restringir Ferramentas de IA Estrangeiras
Regulamentações Propostas e Suas Implicações
Ferramentas de IA estrangeiras, como Claude, ChatGPT e Gemini, podem ser banidas ou restringidas na Rússia se não se adequarem a novas regras que concederão a Moscovo amplos poderes para regular o setor, de acordo com propostas do governo publicadas online.
Propostas do Governo e Objetivos
As propostas, publicadas pelo Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia, visam estender ao setor de IA em crescimento o impulso do país para estabelecer uma internet soberana, protegida de influências estrangeiras e respeitando o que é chamado de “valores espirituais e morais tradicionais russos”. O ministério afirmou que as novas regras foram projetadas para “ajudar a proteger os cidadãos de manipulações encobertas e algoritmos discriminatórios”.
Restrições à Tecnologia de IA Transfronteiriça
A iniciativa, que provavelmente beneficiará ferramentas de IA desenvolvidas localmente, foi tornada pública em um momento em que o estado russo está intensificando o controle sobre a internet. As regulamentações devem entrar em vigor no próximo ano, após revisão e aprovação do governo.
As regras afirmam que “a operação de tecnologias de inteligência artificial transfronteiriças pode ser proibida ou restrita em casos especificados pela legislação da Federação Russa”. Ferramentas de IA estrangeiras estariam sujeitas a essas novas regras, pois inevitavelmente transferem os dados de cidadãos russos para o exterior.
Exceções Potenciais e Requisitos de Conformidade
Outras ferramentas de IA estrangeiras, como Qwen ou DeepSeek da China, poderiam ser adaptadas e implementadas em um ambiente fechado na infraestrutura proprietária de organizações e empresas governamentais russas, uma vez que os dados processados permaneceriam dentro dessa infraestrutura.
Modelos de IA utilizados por mais de 500.000 pessoas por dia precisariam armazenar informações de usuários russos em território russo por três anos para estarem em conformidade com o novo regime regulatório. Empresas de tecnologia ocidentais, no entanto, já se recusaram a cumprir tais exigências.