Trump toma mais uma atitude para desmantelar a regulamentação estatal de IA
No último dia 17, a administração anterior apresentou sua nova proposta legislativa para a regulamentação de IA, que inclui uma mensagem clara: o governo federal deve evitar a maioria das regulamentações sobre IA, exceto um conjunto de regras de segurança infantil, e deve proibir os estados de interferirem na “estratégia nacional para alcançar a dominância global em IA”.
Diretrizes e Recomendações
A proposta aconselha o Congresso a proteger os menores que utilizam serviços de IA com mais salvaguardas e a tomar medidas para tentar evitar o aumento dos custos de eletricidade devido à infraestrutura de IA. Ela também incentiva o “desenvolvimento juvenil e treinamento de habilidades” para aumentar a familiaridade com as ferramentas de IA, embora sem muitos detalhes adicionais.
Por outro lado, sugere uma abordagem de espera e observação sobre a legalidade do treinamento de modelos de IA em material protegido por direitos autorais sem permissão, mantendo uma pressão histórica dos republicanos para limitar a capacidade dos estados de criar suas próprias leis sobre IA.
A proposta também encoraja a aprovação de leis semelhantes à Lei Take It Down, que proíbe representações visuais íntimas geradas por IA sem consentimento e exige que certas plataformas as removam rapidamente.
Proteção Infantil e Privacidade
Além disso, a proposta é a favor da verificação de idade, sugerindo que o Congresso “estabeleça requisitos comercialmente razoáveis e que protejam a privacidade para serviços de IA que provavelmente serão acessados por menores”. A questão da verificação de idade é controversa em termos de privacidade e pode levantar preocupações sobre vigilância.
A proposta sugere limitar a capacidade dos modelos de IA de treinar com dados de menores e impor restrições à publicidade direcionada com base nesses dados, embora não busque proibir essas práticas, apenas limitá-las. Ela também afirma que o Congresso “deve evitar estabelecer padrões ambíguos sobre conteúdo permissível ou responsabilidade ilimitada, que poderiam gerar litígios excessivos”.
Implicações da IA e Fraudes
Em meio à crescente preocupação com fraudes e golpes impulsionados por IA, a proposta afirma que o Congresso deve “aumentar os esforços de aplicação da lei existentes para combater golpes e fraudes de impersonação habilitados por IA” que visam populações vulneráveis, como os idosos.
A proposta é clara em sua abordagem federal, desencorajando o Congresso a tratar de questões de direitos autorais sobre IA. Ela afirma que, embora a administração acredite que o treinamento de modelos de IA em material protegido não viola as leis de direitos autorais, reconhece que existem argumentos contrários e, portanto, apoia que os tribunais resolvam essa questão.
Desenvolvimento de IA e Normas Estaduais
A proposta continua defendendo uma abordagem federal à regulamentação de IA, enfatizando que o Congresso deve “prevenir leis estaduais que imponham ônus excessivos” e evitar “cinquenta padrões discordantes” para as empresas. Os estados não devem regular o desenvolvimento de IA, visto que é um fenômeno inerentemente interestadual com implicações significativas de política externa e segurança nacional.
Contudo, a proposta concede aos estados alguma margem de manobra, permitindo que eles apliquem suas próprias leis gerais que protejam crianças, como proibições sobre material de abuso sexual infantil, mesmo que esse material seja gerado por IA.
Conclusão
O objetivo geral da proposta é acelerar o desenvolvimento de IA nos Estados Unidos. O documento afirma que “os Estados Unidos devem liderar o mundo em IA, removendo barreiras à inovação e acelerando a implantação de aplicações de IA em diversos setores”. A proposta também responde a uma questão frequentemente discutida sobre se deve haver um único órgão federal responsável pela regulamentação de IA, afirmando que “o Congresso não deve criar nenhum novo órgão para regulamentar IA”; em vez disso, deve “apoiar o desenvolvimento e a implantação de aplicações específicas de IA através de órgãos reguladores existentes com expertise no assunto”.