UE proíbe uso de assistentes virtuais baseados em IA em reuniões online

Proibição do Uso de Software Baseado em IA em Reuniões Online pela UE

No dia 18 de abril de 2025, a Comissão Europeia (CE) anunciou a proibição inesperada do uso de assistentes virtuais alimentados por inteligência artificial durante reuniões online. Essa decisão ocorre em um momento em que tais ferramentas se tornaram cada vez mais populares entre empresários, empresas e consumidores.

Motivos da Proibição

De acordo com a Politico, uma mensagem de aviso agora aparece nas telas dos participantes antes das reuniões organizadas pela CE, alertando que “o uso de agentes de IA não é permitido”. Embora a Comissão tenha confirmado a introdução dessa regra pela primeira vez na semana passada, não forneceu detalhes adicionais sobre os motivos por trás da decisão.

Reações ao Movimento

Esse movimento gerou preocupações no setor de tecnologia e nas esferas políticas, uma vez que Bruxelas tem se posicionado como líder na preparação para a integração da IA na vida cotidiana e nas operações comerciais. Assistentes virtuais foram mencionados explicitamente em um pacote de políticas mais amplo da CE sobre realidade virtual e aumentada, publicado em 31 de março, sinalizando futuros casos de uso para IA em ambientes digitais.

Especulações sobre as Razões

Embora a Comissão não tenha declarado oficialmente o motivo, especialistas especulam que a decisão pode estar ligada a preocupações com privacidade de dados, segurança ou transparência. Assistentes virtuais — especialmente aqueles capazes de gravar, transcrever ou até mesmo resumir conversas — podem representar desafios sob o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) e as próximas regulamentações da Lei de IA da UE, especialmente quando implantados sem divulgação ou consentimento claros.

Contradições na Estratégia da CE

Ironia das ironias, a própria estratégia de IA da CE incentiva o desenvolvimento de uma IA “confiável”, e muitas das mesmas ferramentas agora restringidas foram recentemente apresentadas em projetos de inovação e startups financiados pela UE.

Implicações da Lei de IA

À medida que a Lei de IA — a primeira regulamentação abrangente do mundo sobre inteligência artificial — se aproxima da implementação total, essa decisão pode sinalizar o desejo da Comissão de estabelecer um exemplo conservador e avesso ao risco sobre como a IA deve ser introduzida em contextos profissionais sensíveis.

Críticas à Proibição

No entanto, críticos argumentam que uma proibição generalizada pode enviar mensagens mistas e sufocar a inovação na área em que a UE busca liderar.

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