Revolução na Governança com IA no Ethereum
Tomasz Stańczak revelou um plano em cinco etapas para a governança do Ethereum, impulsionada por modelos de linguagem de grande escala (LLMs), posicionando a rede para superar concorrentes na corrida de blockchain alimentada por IA.
A Governança do Ethereum e a IA
A governança do Ethereum pode em breve ser gerida por inteligência artificial. Stańczak publicou um plano detalhado no qual a primeira etapa envolve operadores de validadores transferindo o poder de decisão para agentes de IA. Esses agentes seriam responsáveis por aprovações de atualizações da rede e configurações de parâmetros. Segundo Stańczak, essa mudança reflete a vantagem inicial do Ethereum como a primeira cadeia proof-of-work — ser o primeiro também conta na corrida da IA.
Essa proposta surge em um momento em que a governança de blockchain enfrenta crescente complexidade. Ethereum possui uma vantagem natural, pois os LLMs já foram treinados com as especificações existentes do Ethereum e registros de governança transparentes.
As Cinco Etapas do Plano
A segunda etapa busca que os autores de propostas de melhoria do Ethereum (EIPs) utilizem LLMs para criar e submeter essas propostas. A terceira etapa estende ferramentas de revisão de IA para editores de EIP. Todos os desenvolvedores principais, na quarta etapa, dependeriam de LLMs para moderar reuniões e votar na inclusão de EIPs.
A prioridade inicial é garantir que a participação dos agentes na submissão de EIPs funcione de forma fluida. Os editores de EIP precisam de ferramentas adequadas para a revisão de IA de todas as propostas. Stańczak enfatizou a necessidade de moderação em tempo real com suporte de IA, conectando-se a chats, analisando o conteúdo da discussão ao vivo e oferecendo sugestões à medida que as conversas se desenrolam.
Desafios e Implicações
A proposta também pede a formação de uma equipe de desenvolvedores principais cross-client, que trabalharia exclusivamente em um código de cliente gerado por IA, construído apenas a partir de especificações — sem codificação humana envolvida. Esse cliente deve ser totalmente verificado formalmente e coberto por testes. O desenvolvimento ocorreria em paralelo aos códigos existentes até que a versão gerada pela IA se tornasse canônica.
O momento não é aleatório. O Ethereum já possui milhares de horas de gravações de chamadas de todos os desenvolvedores principais. Os processos de EIP estão documentados, e as discussões abertas são arquivadas. Tudo isso serve como dados de treinamento para os LLMs.
Conclusão
O plano de Stańczak trata a governança por IA como uma atualização de infraestrutura, e não como um experimento. As cinco etapas se baseiam umas nas outras: validadores delegam para agentes, autores utilizam LLMs, editores revisam com IA, desenvolvedores votam através de LLMs, e equipes de clientes geram código automaticamente. Embora a execução real exija processamento de linguagem natural sofisticado e a geração de código de cliente formalmente verificado a partir de especificações empurre as capacidades atuais da IA ao limite, a proposta sugere confiança no caminho a seguir.
Se bem-sucedido, a governança do Ethereum poderia processar atualizações mais rapidamente, mantendo a descentralização. O cliente gerado por IA serviria como uma implementação de referência, reduzindo inconsistências entre as equipes de clientes.