Conselho Europeu inclui proibição de ferramentas de nudificação em sua proposta para emendar a Lei de IA
O Conselho Europeu anunciou sua proposta para simplificar a Lei de IA, incluindo uma proibição para ferramentas de nudificação de IA e padrões mais rigorosos para o processamento de algumas categorias de dados pessoais.
Direção Política e Propostas
O Conselho Europeu estabelece a direção política geral para a UE, e suas ações em relação à proposta representam um avanço significativo em um esforço longo para simplificar a Lei de IA, que regula negócios na Europa.
A Comissão Europeia já havia sugerido a extensão do prazo em que as regras sobre sistemas de IA de alto risco entrariam em vigor por até 16 meses e propôs emendas que isentariam mais pequenas empresas de certas regulamentações.
Novas Provisões e Proibições
Entre as emendas adicionadas pelo Conselho, uma nova disposição na Lei de IA proíbe práticas de IA relacionadas à geração de conteúdo sexual e íntimo não consentido ou material de abuso sexual infantil. O Parlamento Europeu também aprovou uma proibição semelhante em sua própria proposta, sugerindo que o plano negociado incluirá essa medida.
Esses esforços ocorrem após a polêmica em torno de um chatbot que gerou milhões de imagens íntimas não consentidas compartilhadas mundialmente. A Comissão Europeia anunciou uma investigação formal sobre a plataforma de mídia social e seu recurso associado, diante da reação global ao escândalo.
Requisitos para Processamento de Dados
A proposta do Conselho também restabelece o padrão de necessidade estrita para o processamento de categorias especiais de dados pessoais, visando a detecção e correção de viés.
Outras adições à proposta da Comissão Europeia incluem a obrigatoriedade de registro de sistemas de IA em um banco de dados da UE para sistemas de alto risco, caso os fornecedores mantenham que suas ofertas deveriam ser isentas das regras para esses sistemas.
Conclusão
A proposta do Conselho Europeu representa um passo importante na regulamentação do uso de inteligência artificial, abordando preocupações éticas e de segurança em um campo em rápida evolução.