Nova Pesquisa Revela que a Maioria dos Assistentes do Congresso Prefere Híbrido Federal-Estadual para Regulamentação de IA
Uma nova pesquisa realizada com assistentes do Congresso indica que uma forte maioria daqueles que elaboram as leis da América favorece uma abordagem descentralizada para a supervisão da inteligência artificial (IA). De acordo com os dados, 57% dos funcionários da Câmara e do Senado apoiam uma “combinação razoável” de regulamentações federais e estaduais para a IA, em vez de um único mandato federal.
Preferências Regulatórias
Os resultados oferecem uma visão rara das preferências dos 12.000 assistentes que trabalham nos bastidores do Capitólio. Com uma idade média de 27 anos, esses funcionários representam uma demografia cujas opiniões muitas vezes sinalizam a direção futura dos debates legislativos. A preferência por uma mistura regulatória surge em um momento crítico, pois a Casa Branca e certos líderes do Congresso sinalizaram apoio para a prerrogativa federal, o que impediria os estados individuais de promulgar salvaguardas exclusivas para a IA.
A discussão sobre a prerrogativa federal tornou-se um ponto central de contenda na Lei de Autorização de Defesa Nacional e em outras legislações importantes focadas em tecnologia. Os defensores de um quadro apenas federal argumentam que um “patchwork” de leis estaduais sufocaria a inovação e criaria pesadelos de conformidade para as empresas de tecnologia americanas. No entanto, a pesquisa sugere que aqueles que escrevem essas leis estão cada vez mais cautelosos em retirar a autoridade dos estados para abordar preocupações locais.
Implicações e Riscos
A preferência por uma autoridade compartilhada reflete um ceticismo mais amplo entre os assistentes em relação ao controle centralizado sobre tecnologias emergentes. Embora 57% favoreçam o híbrido federal-estadual, esse sentimento é compartilhado entre as linhas partidárias. Assistentes republicanos, que frequentemente utilizam ferramentas de IA no trabalho, demonstraram um interesse notável em preservar os direitos jurisdicionais dos estados, consistente com princípios federalistas tradicionais.
A pesquisa destaca uma lacuna significativa entre os desejos do público em geral e a política em nível executivo. Pesquisas recentes mostraram que até três em cada quatro americanos se opõem à prerrogativa federal sobre as leis estaduais de IA. O fato de que a maioria dos assistentes do Congresso agora se alinha com esse sentimento público sugere que os esforços para centralizar a regulamentação da IA podem enfrentar obstáculos inesperados durante o processo de marcação de comitê.
Uso de IA e Preocupações Éticas
Além das preferências regulatórias, a pesquisa contextualiza esses achados na vida cotidiana dos assistentes. Dados anteriores mostraram que mais da metade de todos os assistentes agora usam IA “regularmente” ou “às vezes” de forma profissional. Assistentes políticos seniores do Partido Republicano estão entre os adotantes mais frequentes da tecnologia, utilizando-a para redação, pesquisa e análise de dados. Esse alto nível de envolvimento pessoal com ferramentas de IA provavelmente informa sua abordagem cautelosa em relação a rígidos quadros federais que poderiam ser difíceis de atualizar à medida que a tecnologia evolui.
A pesquisa também abordou preocupações éticas mais amplas relacionadas à IA. Assistentes de ambos os partidos expressaram preocupação com algoritmos “caixa-preta” e o potencial para viés, reforçando ainda mais o desejo por múltiplas camadas de proteção regulatória. À medida que o Congresso continua a realizar “Fóruns de Insights sobre IA” e audiências de comitês, a preferência por uma mistura federal-estadual deve permanecer um tópico crucial para diretores legislativos e chefes de gabinete.