Nova Lei de Divulgação para Performers Sintéticos em Anúncios em Nova York
Em 11 de dezembro de 2025, o governador de Nova York assinou uma lei que exige que os anunciantes façam uma divulgação visível em anúncios que incluam certas imagens humanas digitalmente criadas, incluindo aquelas geradas por inteligência artificial (IA).
Detalhes da Lei
A lei, que altera a Seção 396-b da Lei Geral de Negócios de Nova York, entrará em vigor em 9 de junho de 2026. O não cumprimento da exigência de divulgação pode resultar em penalidades civis de $1.000 para a primeira violação e $5.000 para violações subsequentes.
Definições Importantes
A lei define “inteligência artificial” de forma ampla, incluindo sistemas baseados em máquinas que geram saídas, como previsões ou decisões, utilizando técnicas como aprendizado de máquina e IA generativa. A obrigação de divulgação é ativada pela inclusão de um “performer sintético”, que é um ativo digital criado, reproduzido ou modificado por computador, com a intenção de criar a impressão de que está realizando uma performance audiovisual de um performer humano não identificável.
Requisitos de Divulgação
Qualquer pessoa envolvida na criação de anúncios para fins comerciais deve “divulgar de forma conspícua” que um “performer sintético” está presente no anúncio, quando a pessoa tem conhecimento real. A lei não define o que é “conspícuo”, permitindo que a aplicação e as práticas de mercado moldem os métodos de divulgação.
Exceções e Limitações
- Exceção para Obras Expressivas: Materiais promocionais para obras expressivas, como filmes e jogos, estão isentos se o uso do performer sintético for consistente com sua utilização na obra subjacente.
- Exceções de Formato de Mídia: A lei não se aplica a anúncios de áudio ou onde a IA é utilizada apenas para tradução de linguagem de um performer humano.
- Proteção de Editores/Plataformas: A lei não se aplica a editores de mídia que disseminam o anúncio, como redes de TV e serviços de streaming.
Implicações para as Empresas
As empresas que anunciam em Nova York devem começar a se preparar, incluindo:
- Fazer um inventário de campanhas que utilizam “humanos digitais” ou avatares.
- Atualizar listas de verificação de revisão criativa para sinalizar o uso de performers sintéticos.
- Reforçar contratos com agências e estúdios de produção para identificar upfront performers sintéticos e alocar responsabilidades para as divulgações.
Conclusão
Com a crescente regulamentação sobre tecnologias baseadas em IA, as empresas devem ficar atentas a essa nova lei e suas implicações para a publicidade, especialmente em um ambiente que já enfrenta desafios legais e regulatórios.