Departamento de Justiça lança força-tarefa para combater a regulamentação estadual da IA
Apesar das críticas por priorizar a aplicação da imigração em detrimento de outras prioridades de segurança pública, o Departamento de Justiça redirecionou seus recursos para uma nova causa que aparentemente não é uma demanda dos eleitores, exceto dos seus ricos doadores do Vale do Silício.
Recentemente, o Departamento de Justiça lançou uma força-tarefa para combater estados que tentam regulamentar empresas de inteligência artificial. O comunicado interno menciona uma ordem executiva criticada que busca proibir a regulamentação estadual da IA, emitida após tentativas malsucedidas de aprovação no Congresso.
Composição da força-tarefa
A força-tarefa será liderada pelo procurador-geral e contará com representantes dos escritórios do vice-procurador e do procurador associado, da Divisão Civil do Departamento de Justiça e do escritório do Solicitor Geral, com consulta ao responsável pela criptomoeda e IA.
Reação de procuradores estaduais
Um procurador estadual destacou que, sem ação do Congresso, não há autoridade para o presidente desafiar leis estaduais de IA ou punir estados por adotarem legislações indesejadas. Caso o governo busque punir o estado por meio da retirada de fundos ou outras formas, ele se compromete a proteger os interesses do estado e contestar tais ações judicialmente.
Implicações e riscos
Esta iniciativa é mais uma evidência da tendência da administração em usar a estrutura do estado em benefício das grandes empresas de tecnologia. O presidente deu liberdade a doadores de campanha para desmantelar agências federais que não agradavam, e agora está utilizando recursos públicos para se opor a estados que tentam proteger seus cidadãos dos riscos associados às empresas de IA.
Conclusão
A criação dessa força-tarefa levanta questões significativas sobre a autonomia dos estados na regulamentação de tecnologias emergentes e o papel do governo federal na supervisão dessas práticas. A proteção dos cidadãos contra os riscos que a IA pode representar deve ser uma prioridade, mas as ações do governo federal podem minar esses esforços.