Intervenções Centrais para o Interesse Público na Era da IA

Intervenções Fundamentais para o Interesse Público no Impacto da IA

Este mês, será discutido o impacto da inteligência artificial (IA) em um importante encontro internacional. O evento busca moldar o futuro das políticas e práticas de IA, enfatizando a importância da participação da sociedade civil para garantir o interesse público.

A Comunidade e a Governança de Dados

As intervenções do ano passado focaram na importância da participação da sociedade civil e na necessidade de soluções locais. Este ano, a intenção é fortalecer a posição sobre a governança de dados e a soberania de dados como pré-requisitos para um bem comum próspero. O objetivo é construir uma infraestrutura de governança compartilhada que se concentre em uma abordagem democrática e participativa.

O Bem Comum na Era da IA

O conceito de bem comum não é apenas teórico; ele está presente em nosso cotidiano. Quando acessamos conteúdos abertos, como artigos e imagens licenciadas, estamos nos beneficiando do bem comum. Hoje, o bem comum assume a forma de conjuntos de dados que ajudam a treinar sistemas de IA, embutindo conhecimento humano e cultural. Questões sobre a origem desses dados e quem os criou são fundamentais na governança de dados.

Desafios para as Comunidades do Sul Global

Para as comunidades do Sul Global, as questões de governança de dados são especialmente urgentes. Muitas vezes, o conhecimento local é utilizado sem o devido reconhecimento ou benefício para aqueles que o criaram. Ignorar as assimetrias de poder e representação pode perpetuar padrões de extração prejudiciais.

Intervenções Propostas

  • Preenchendo Lacunas na Infraestrutura de Governança Compartilhada: A governança de dados deve incluir preferências claras sobre como os dados podem ser utilizados na IA, requerendo uma abordagem coletiva.
  • Abordagens Participativas e Democráticas: A prática da governança de dados deve ser tão importante quanto as ferramentas utilizadas. A participação democrática é essencial para legitimidade, especialmente em sistemas de IA que afetam milhões de pessoas.
  • Empoderando Criadores e Comunidades: As práticas atuais de dados em IA muitas vezes são extrativas. A proposta é fornecer formas de agência que ajudem a equilibrar o poder entre desenvolvedores de IA e as comunidades cujos conhecimentos sustentam esses sistemas.

Conclusão

A promoção do florescimento humano deve ser o princípio orientador da governança de dados. Um bem comum próspero é fundamental para o bem-estar da humanidade. O convite é para que todos que compartilham essa visão se unam em prol de uma governança de IA que respeite o interesse público e fortaleça os recursos compartilhados.

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