Índia Impõe Restrições ao Conteúdo de IA nas Redes Sociais
Nova Délhi reduziu o prazo para a remoção de conteúdo falso e exige uma rotulagem clara da inteligência artificial.
A Índia impôs restrições ao conteúdo gerado por inteligência artificial nas plataformas de redes sociais. As restrições entrarão em vigor em 20 de fevereiro, conforme anunciado pelo governo federal.
Novas Regulamentações
As restrições estipulam que o conteúdo gerado por IA deve ser claramente rotulado, além de reduzir o tempo permitido para a remoção de conteúdo ilegal – incluindo deepfakes não consensuais – de 36 horas para um intervalo de duas a três horas. Conteúdos considerados ilegais por um tribunal ou um “governo apropriado” devem ser removidos em até três horas. Conteúdos sensíveis, como nudez não consensual e deepfakes, devem ser removidos em duas horas, de acordo com as novas regras.
A versão preliminar das novas regras especifica que 10% de qualquer imagem deve ser coberto pela divulgação rotulada, mas as plataformas receberam certa flexibilidade, segundo um funcionário não identificado.
A rotulagem deve incluir marcas permanentes que não podem ser removidas.
Consequências da Não Conformidade
A legislação de TI da Índia estabelece que a não conformidade com as regras resultará na perda da proteção de porto seguro – o princípio que isenta sites que permitem a postagem de conteúdo por usuários de responsabilidade por esse conteúdo.
Contexto e Impacto
Esse desenvolvimento ocorre antes da Cúpula de Impacto de IA na Índia, que será realizada na próxima semana. A Índia afirma que sua ênfase na governança de IA equilibra inovação com responsabilidade.
A Índia é o terceiro maior polo de talentos em IA do mundo e lidera globalmente em penetração de habilidades em IA. No ano passado, grandes empresas se comprometeram com mais de $50 bilhões em investimentos na infraestrutura de nuvem e IA na Índia. O governo de Nova Délhi também estendeu um feriado fiscal em seu orçamento federal para empresas que constroem infraestrutura de centros de dados no país para atender mercados globais.