O que não aconteceu com a IA generativa em 2025 e o que pode acontecer em 2026
Tendências da IA generativa que não se concretizaram em 2025
Em 2025, esperava-se que agentes totalmente autônomos fossem produzidos em massa, capazes de executar tarefas do início ao fim. No entanto, a realidade foi diferente. Muitas empresas não conseguiram avançar além de projetos piloto e apenas 39% relataram algum impacto financeiro positivo. A maioria dos líderes usou IA generativa semanalmente, mas a ênfase estava mais em melhorar a produtividade do que na implementação de agentes autônomos.
Problemas de precisão e raciocínio
Questões de precisão e raciocínio permaneceram, com casos de desinformação mesmo em sistemas avançados. Isso levou a alertas sobre riscos operacionais decorrentes de respostas incorretas, destacando a necessidade de estruturas para relatar riscos.
Regulamentação em implementação gradual
A Lei de IA da Europa entrou em vigor em 2024, mas sua implementação foi gradual, com requisitos mais rigorosos para sistemas de alto risco programados para entrar em vigor em agosto de 2026. Muitas empresas estavam se preparando, mas não estavam 100% em conformidade.
Custos e hardware como barreiras
O investimento em IA generativa cresceu, mas a maior parte foi destinada a hardware. A necessidade de infraestrutura de IA e equipamentos superou a demanda por software, levando a um investimento substancial em dispositivos e servidores.
Adoção desigual e produtividade modesta
A adoção da IA generativa aumentou, mas de maneira desigual. Embora a adoção global tenha alcançado 54,6%, a utilização efetiva foi de apenas 5,7% das horas trabalhadas. Os benefícios foram modestos, com economias de menos de 10% e aumentos de receita de menos de 5% na maioria dos casos.
Expectativas para 2026
O ano de 2026 promete ser um ponto de virada com a implementação completa da Lei de IA da UE, que exigirá conformidade, segurança e governança. Espera-se que as empresas que redesenham processos e definem objetivos claros de crescimento e inovação obtenham melhores resultados.
Arquiteturas de agentes com governança
As arquiteturas de agentes devem evoluir para ferramentas úteis, focando em autonomia controlada e integração com dados e APIs. A infraestrutura necessária para suportar essa evolução incluirá armazenamento unificado e gerenciamento de dados em ambientes de nuvem e de borda.
Conclusão
2025 ensinou que a IA generativa não cumpriu todas as promessas, mas se estabeleceu como uma ferramenta estratégica para melhorar a produtividade. Em 2026, as empresas devem se mover de projetos piloto para iniciativas escaladas com ROI mensurável, enquanto a alfabetização em IA e a criação de papéis especializados serão fundamentais para transformar a IA generativa em uma vantagem competitiva.