Recusa dos EUA e da China em Assinar Declaração de Responsabilidade Militar em IA
A Terceira Cúpula sobre o Uso Responsável da Inteligência Artificial no Domínio Militar foi realizada recentemente. A reunião abordou como a inteligência artificial militar pode ser utilizada para fortalecer a paz e a segurança internacionais, ao mesmo tempo em que se evitam riscos decorrentes de usos irresponsáveis ou falhas nos sistemas.
Conceito de Inteligência Artificial Militar
Um dos pontos centrais discutidos foi a necessidade de um enfoque “centrado no ser humano” na inteligência artificial militar. Os países devem manter um nível de prudência e responsabilidade, abandonando a obsessão por vantagens militares absolutas e garantindo um equilíbrio estratégico. Além disso, é crucial que os sistemas de armas permaneçam sob controle humano e que as aplicações militares de IA sejam voltadas para a manutenção da paz e segurança.
Desafios e Implicações
A crescente inteligência militar é uma tendência significativa no desenvolvimento das forças armadas em todo o mundo. A forma como a inteligência artificial é utilizada no domínio militar representa um desafio comum e uma preocupação compartilhada pela humanidade. A cúpula destacou que a comunidade internacional deve adotar uma filosofia de governança global, que envolva consultas amplas e benefícios compartilhados.
Tanto os EUA quanto a China optaram por não assinar a declaração conjunta que regulamenta o uso de tecnologias de IA em conflitos. A recusa dos EUA é impulsionada por considerações estratégicas, como a preocupação de que regras internacionais possam restringir a flexibilidade e a velocidade de implantação tecnológica. Por outro lado, a China expressou dúvidas sobre a formulação vaga de princípios na declaração e teme que isso possa reforçar uma hegemonia tecnológica ocidental, limitando a autonomia dos países em desenvolvimento.
Conclusões
Ambos os países enfrentam obstáculos estruturais que dificultam a assinatura de declarações de responsabilidade em IA militar. A natureza sensível das informações de defesa torna a verificação de qualquer acordo extremamente desafiadora. Além disso, a rápida evolução da tecnologia da IA supera a capacidade de criação de regras, tornando a declaração vista como incompleta e sem valor prático significativo. Assim, tanto a China quanto os EUA preferem preservar suas capacidades tecnológicas e de pesquisa, evitando constrangimentos por regras que possam ser consideradas inadequadas.