Previsões de Ameaças Crescentes de IA e Fricções Regulatórias para 2026
Um relatório sobre a perspectiva cibernética prevê que as ameaças relacionadas à IA, como a contaminação de modelos, se tornem cada vez mais prevalentes à medida que mais empresas adotam a tecnologia sem as devidas salvaguardas.
Ameaças Emergentes
A IA já facilitou que os atacantes personalizassem seus ataques por meio de e-mails de phishing e mídias deepfake. No entanto, espera-se que 2026 traga malware adaptativo, difícil de ser detectado, além de agentes de IA que ajudem hackers a lançar ataques mais rapidamente. O relatório também prevê “indicações precoces de ataques autônomos”, uma preocupação crescente entre especialistas.
Defesa e Vulnerabilidades
As empresas que não investirem em defesas impulsionadas por IA estarão cada vez mais vulneráveis. Ao mesmo tempo, a IA com capacidades autônomas pode gerar comportamentos imprevisíveis e acumulação de erros, complicando as atividades de resposta a incidentes cibernéticos. A IA não é uma solução mágica; ela introduz novos riscos e requer uma governança forte.
Harmonização Regulatória
O relatório destaca os caminhos divergentes da União Europeia, dos Estados Unidos e dos países da região Ásia-Pacífico. A UE continua a perseguir estruturas regulatórias altamente coordenadas, enquanto nos EUA, a administração atual está abandonando alguns esforços regulatórios anteriores e adiando outros.
A harmonização regional pode ganhar força em 2026, mas alcançar um verdadeiro alinhamento global será difícil, dado as prioridades e agendas legislativas conflitantes. Com os atacantes explorando lacunas mais rapidamente do que os reguladores podem fechá-las, o desafio será introduzir uma harmonização que fortaleça a resiliência, em vez de diluí-la.