A Regulação da IA: O Perigo da Pressa na Criação de Novas Leis

A Melhor Lei de IA Pode Ser Aquela Que Já Existe

Nos últimos tempos, a discussão sobre a regulamentação da inteligência artificial (IA) tem ganhado destaque, especialmente à medida que o número de propostas legislativas aumentou significativamente. A quantidade de legislação proposta é impressionante, com 636 projetos de lei estaduais identificados em 2024. A necessidade de regulamentar a IA tem gerado um debate sobre a eficácia e a necessidade de novas leis.

Problemas de Pacing

Um dos principais desafios enfrentados é o chamado “problema de pacing”, que se refere à disparidade entre a velocidade de desenvolvimento tecnológico e a capacidade do governo de acompanhar essas mudanças. Enquanto as empresas de tecnologia avançam rapidamente, as estruturas sociais e legais parecem andar a passos lentos. A solução para esse problema não é necessariamente a criação de novas leis, mas sim a aplicação das legislações existentes que já tratam de questões de proteção ao consumidor e anti-discriminação.

Legislação Emergente

Exemplos de legislações em andamento, como a Texas Responsible AI Governance Act (TRAIGA), têm gerado controvérsias. Essa lei impõe obrigações rigorosas para desenvolvedores e distribuidores de sistemas de IA, incluindo a prevenção da discriminação algorítmica e a proibição de sistemas que ajam de forma a capturar dados biométricos sem consentimento explícito.

Por outro lado, a Virginia House Bill 2094 também busca regulamentar o uso da IA, mas apresenta similaridades com a TRAIGA, adotando termos vagos que podem gerar confusão e ineficácia. A abordagem de ambos os estados parece desconsiderar a existência de ferramentas já disponíveis para lidar com preocupações relativas à IA.

Princípios para Regulamentação da IA

Na busca por uma regulamentação apropriada para a IA, é importante que os legisladores sigam três princípios fundamentais:

  • Foco em Danos Reais: A legislação deve centrar-se em danos efetivos, e não em teorias infundadas sobre possíveis riscos.
  • Utilização de Estruturas Legais Existentes: É vital que os legisladores aproveitem as legislações que já existem, evitando a reinvenção da roda.
  • Responsabilidade Legislativa: Os legisladores não devem delegar suas responsabilidades a novas agências, pois isso pode resultar em um emaranhado regulatório.

Conclusão

A pressa em regular a inovação americana pode levar a erros que prejudicam o desenvolvimento tecnológico. A verdadeira sabedoria reside em reconhecer que o quadro legal existente é robusto e adaptável o suficiente para lidar com os desafios trazidos pela IA. Apenas com paciência e discernimento os legisladores poderão evitar o risco de sufocar a inovação americana.

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