NC assume a liderança na regulamentação da IA, apesar da ordem de Trump
A inteligência artificial (IA) possui grande potencial para melhorar a sociedade, mas também ameaça empoderar golpistas e criminosos, afirmou o procurador-geral da Carolina do Norte, Jeff Jackson, em uma coletiva de imprensa. Ele uniu-se a outro procurador-geral para liderar um novo esforço nacional que ajudará procuradores-gerais de outros estados a desenvolver e aplicar regras para combater os usos ilícitos da IA.
Desafios e Preocupações
Os procuradores-gerais frequentemente lidam com questões de proteção ao consumidor, especialmente no combate a fraudes. O uso da IA sem regras pode resultar em fraudes ainda maiores e mais sofisticadas. Tecnologias como clonagem de voz, deepfakes e robocalls são exemplos de como a IA pode ser mal utilizada.
Além disso, há preocupações sérias sobre o uso da IA para criar imagens pornográficas falsas, inclusive de crianças. Isso ressalta a necessidade de estabelecer guardrails (barreiras de proteção) para a tecnologia.
Reação à Ordem Executiva
A proposta de regulamentação não se limita apenas a um estado. Procuradores de vários outros estados também estão se unindo a esse esforço. Essa iniciativa representa uma resposta à ordem executiva de um ex-presidente, que ameaçou cortar financiamento federal para estados que implementassem novas regulamentações sobre IA. A ordem foi emitida após a recusa do Congresso em aprovar uma nova lei que impediria os estados de regular a IA.
Os procuradores-gerais acreditam que os estados estão mais bem equipados para lidar com questões complexas do que o Congresso. Um deles destacou que a experiência com a regulamentação de mídias sociais e privacidade na internet mostra que o Congresso tende a agir apenas quando um problema se torna significativo.
Importância da Ação Estadual
Os estados são considerados laboratórios da democracia, capazes de agir de maneira mais rápida e flexível. A colaboração com profissionais da indústria de IA também é vista como crucial para desenvolver novas regras. Um dos principais objetivos é acabar com a pornografia infantil gerada por deepfakes, um problema que preocupa tanto os líderes estaduais quanto a indústria.
Conclusão
O diálogo entre procuradores-gerais e especialistas da indústria é fundamental para buscar soluções que protejam a sociedade dos perigos associados ao uso inadequado da IA. A esperança é que esse esforço conjunto leve ao desenvolvimento de novas regras que assegurem a proteção das crianças e o uso ético da tecnologia.