CEOs da Europa pedem pausa na Lei de IA
Os principais CEOs da Europa estão pedindo à Comissão que desacelere o andamento da Lei de IA. Eles expressam preocupações sobre o impacto potencial da legislação no setor tecnológico.
Os principais CEOs da Europa estão pedindo à Comissão que desacelere o andamento da Lei de IA. Eles expressam preocupações sobre o impacto potencial da legislação no setor tecnológico.
A Comissão Europeia anunciou que a orientação fundamental para ajudar as empresas a cumprir as regras de inteligência artificial da União Europeia pode ser adiada até o final de 2025. Este atraso pode impactar milhares de empresas que precisam alinhar seus sistemas de IA com as novas regulamentações.
A recente decisão da Comissão Europeia de não adiar a Lei de IA da UE gerou reações polarizadas, com alguns considerando um fracasso épico e outros uma vitória. Contudo, o tempo de incertezas acabou, e é crucial que as organizações se preparem e entendam as obrigações regulatórias que se aproximam.
A Comissão Europeia rejeitou pedidos de adiamento da implementação da Lei de IA, mantendo o cronograma original e afirmando que não haverá “pausa”. Enquanto isso, o Primeiro-Ministro sueco convocou um adiamento, argumentando que a Lei é “confusa” e pode fazer com que a Europa fique para trás tecnologicamente.
A Lei de Inteligência Artificial da União Europeia (AI Act) está prestes a transformar a governança global da IA, enfrentando um momento crucial à medida que os prazos de conformidade se aproximam. Apesar dos atrasos na finalização de diretrizes essenciais, as empresas têm uma oportunidade estratégica para se alinhar proativamente aos padrões emergentes.
O ambiente regulatório para o desenvolvimento clínico e a fabricação farmacêutica está evoluindo, com a Comissão Europeia iniciando uma consulta pública sobre mudanças propostas nas diretrizes de Boas Práticas de Fabricação (GMP). Essas atualizações refletem a crescente digitalização dos ensaios clínicos e estabelecem novos requisitos para a documentação e o uso de inteligência artificial (IA) nos processos regulamentados.
A Lei de Inteligência Artificial da União Europeia (EU AI Act) traz clareza sobre a regulação da IA, identificando que quanto maior o risco de um sistema de IA, mais rigorosas são as exigências associadas. As organizações enfrentarão desafios na implementação, especialmente em relação à documentação técnica e à conformidade legal.
O Ato de IA da UE divide a inteligência artificial em três categorias de risco: “inaceitável”, “alto” e “baixo/mínimo”. Sistemas de IA que representam um risco inaceitável são proibidos, enquanto aqueles classificados como de alto risco devem atender a requisitos rigorosos para proteger os direitos fundamentais das pessoas.
A Comissão Europeia anunciou que avançará com sua regulamentação de IA sem atrasos, reforçando seu compromisso em moldar o futuro da inteligência artificial. Em 10 de julho de 2025, foi publicado o Código de Prática para IA de Uso Geral (GPAI), que visa auxiliar no cumprimento das obrigações da Lei de IA da UE.
A Lei de IA da UE está prestes a transformar a forma como a IA é construída, implantada e confiável na Europa. Este momento não se trata apenas de atender prazos, mas sim do que compradores, parceiros e reguladores esperarão a partir de agora.